sábado, 28 de maio de 2011

Diário de um fim.




E foi ali onde me atirei sobre as águas, se batendo sobre as pedras e destruindo o que avia dentro de mim, eu só queria fugir, não queria me encontrar novamente, eu tinha medo!  E foi ali onde me joguei, fui me debatendo sobre as águas traiçoeiras e as pedras cheia de pontas, era sangue, dor e pensamentos de uma vida toda, me via criança, adolescente e adulto,  como se tudo fosse resumido em segundos.  E eu já não podia mais respirar, e meu coração batia lentamente, e era ali meu ultimo dia, o dia em que eu resolvi fugir de mim mesmo, eu não fiz a escolha certa, ela me escolheu, estou aqui, está tão escuro e não posso ver nada, faz tempo que não vejo a luz do sol, aqui é tão apertado e frio, não vejo ninguém deis daquele dia, lembro que era primavera, e tinha muita gente andando pelo park da cidade, as arvores estavam cheia de flores, as  crianças brincavam no parquinho, balançavam e riam na balança, outras se matavam de rir na gangorra, eu via casais apaixonados, velhinhos de mãos dadas, ali tinha tanta paz, mas dentro de mim já não avia nada, tudo começou a perder o sentido, eu só queria era fugir de mim e foi ai onde me perdi e acabei me encontrando, mais longe tão longe, que nem sei dizer onde estou, estou sentindo tanta falta, cadê meus amigos (Os poucos) , a primavera, o sol, minha família, cadê as arvores cheias de flores, aqui está tão escuro e frio, me tira daqui?



    (Hugo Roberto Dorta)
http://twitter.com/Hugodortaa

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