domingo, 2 de agosto de 2015

Quem sou (...)



— Quem sou, sou uma vírgula no meio de tantas palavras, sou tudo e ao mesmo não sou nada,  sou muito pra mim e tão pouco para os outros.  Talvez eu seja apenas uma carta que você nunca iria ler ou aquele que te beijaria na chuva e seguraria suas mãos, sou tantas coisas e me perco por tão pouco, talvez eu ainda esteja tentando andar de bicicleta ou apenas tentando me equilibrar em mundos que não sejam os meus, mundos vazios que por onde já passei, já fui amigo, já fui apenas alguém, já fui tantas coisas, mas nunca fui o que fiquei eu era o que queria ficar.

(Hugo Dorta)

Um pouco de mim (...)




“— Ainda existe um pouco de mim, tão pouco que morro todos os dias tentando fugir de mim mesmo.”

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Quebra cabeça



— Como se fosse peças de um quebra cabeça e durante a vida cada uma foi deixada pelo caminho, e desde então a cada amanhecer irei sorrir por fora e morrer por dentro até encontrar a mim mesmo. Caminharei tentando recolher as peças mas nunca as terei como elas já foram um dia, cada peça tem um pouco de mim, um pouco do que já fui, do que errei, um pouco das pessoas que se foram, das que deixei ir, das que eu fui e deixei de existir.



(...)

Por tudo, por todos.